segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Carta II


Hoje eu via uma foto de uma amiga minha Abba. E sinceramente sentir inveja dela.  Não pela foto, mas por quem estava com ela na foto. Tudo bem, eu sei que sentir isso é errado. Mas eu queria que ao menos uma vez na vida, eu tivesse a mesma oportunidade de tirar uma foto daquela sem que parecesse mentira. Que fosse totalmente e verdadeiramente verdade.
E sabe? O pior de tudo isso Abba, é que eu não sei como quebrar esse vazio e esse buraco que existe hoje entre eu e meu pai. È algo que ele construiu e eu simplesmente me vejo incapacitada de quebrar.
E o pior de tudo isso mesmo, é que eu me sinto muito ferida.
As feridas doem muito, Abba. Por que ao ver fotos, ou até mesmo minhas amigas com seus pais, e me sinto órfã, tendo um pai, que está mais ausente do que qualquer coisa na minha vida.
Totalmente uma contradição.
Eu realmente queria poder ter momentos especiais com meu pai, que depois quando passassem, não viesse a ser uma lembrança dolorosa e amarga de um dia que jamais aconteceu para ele.
E não entendo, serio. Não entendo por que ele não percebe as feridas que está causando.
Será que ele não vê Abba? Não sente?
Eu sinceramente peço, a ti, Abba, que faça meu pai ver tudo que ele esta fazendo de errado. Que ele venha se arrepender, e que acima de tudo venha quebrar o muro construído entre mim e ele, por que eu desejo de todo meu coração, ser a pequena menina dele para sempre, e que ele seja meu grande herói como sempre deveria ser.
Abba, eu amo muito ele, e tenho medo de perder as ultimas e poucas linhas que me ligam a ele, por isso te peço, seja rápido com ele. E me faça ter o mesmo pai que minhas amigas têm.

Com o mesmo amor de sempre, Abba.
Line.

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