TOMORROW, WE'LL BE
MEETING THE FATHER
MEETING THE FATHER
Amanhã, estarei ao encontro do Pai.
Dedicado a Késia Souza, uma pessoa maravilhosa, que talvez eu jamais encontre nesse mundo outra igual, que teve sua inda antecipada ao encontro do Pai, e para com Ele, ela foi morar na gloria. Saiba que jamais poderei esquecer sua amizade, e que me arrependo em jamais ter te dito, "eu te amo", mas sempre te amei. E que nada nesse mundo poderá te substituir em nossas vidas.
A estrada parecia interminável.
Ela não gostava de viagem. Pois seu corpo se esfriava em meio ao vento que entrava pelas janelas de seu carro. Mas como poderia contestar com o argumento de sua mãe? Mas agora não era bem isso que importava. Era o frio.
O frio estava congelando seu pequeno corpo lentamente.
E para piorar o vento desgrenhava seu cabelo com uma autoridade que a irritava, sempre o prendia atrás de sua orelha, mas ela nunca ficava satisfeita.
No carro estava indo sua família. Hm e quando digo família, é toda a família, que deu uma animada em seu animo, afinal as piadas familiares são sempre o bônus de viagens como essas. Ela sorriu, depois de um tempo.
Ela deitou no colo de sua prima, e começou a alisar seus pequenos cabelos lisos cor de caramelo. Ela deu uma pequena olhada e seus olhos verdes transpareceram a luz do sol. Sua prima sorriu, e continuou a aninhá-la em seu colo até que manto de sonolência viesse sobre si.
Ela adormeceu ficando queita ali, no colo prima.
O silencio.
A paz. E talvez todos os outros sentimentos estava sendo acalmados ali naquele momento.
Ela até não ligava mais se seus cabelos estavam embaraçados. Ela queria poder sentir isso mais vezes. Paz para poder respirar. E sentir sua própria respiração.
O mundo havia parado ao seu redor.
Nem mesmo os pássaros poderiam tirar toda aquela paz de seu coração.
Ela sentiu seu corpo esquentar-se. Ela já não sentia mais as mãos de sua prima alisando seus cabelos. Pensou que talvez pudesse já estar sonhando.
Mas o calor simplesmente aumentava em seu corpo. Ela não queria abrir seus olhos por que era tão confortável ali. Ela estava tão em paz consigo mesma e com todos. Ela estava sentido se leve. Seu corpo não sentia mais dores, e nesse momento ela teve a sensação de estar sendo imersa em uma luz branca profunda, mas ela não teve medo.
Era uma luz que ela reconhecia.
Ele a chamou com uma voz suave, e seus olhos abriram-se pela primeira vez desde que estava ali. Ela já não estava mais no colo de sua amiga, ou muito menos no carro de viagem. Ela estava em um campo de flores variadas.
O perfume adentrou pelo seu nariz e a fez sorrir.
Quando ela levantou seu pequeno rosto, ela pode vê-lo.
Seus cabelos estavam arrumados, e sua roupa transbordava luz.
Em seu rosto havia um sorriso que ela talvez jamais tivesse visto em toda a sua vida. Era Ele.
Era Aquele prometeu um dia voltar, para nos buscar. Era Aquele nos jurou amor eterno, e que um dia teve que morrer em uma cruz. E mesmo que Ele apenas tivesse chamado seu nome, e não tivesse dito mais nada, ela sabia que era Ele.
Ela correu em sua direção, mesmo tropeçando e algumas vezes caindo. Ela corria ansiosa e desejosa de sua presença. Por que seu coração O amava. E ao ver Ele com seus braços abertos esperando por ela, fez em seu coração aumentar o desejo de estar ali, envolvida em tal e perfeito abraço.
Mas quando ela chegou, teve medo. Ela estava poucos metros Dele. Ele sorria, e ainda estava com seus braços abertos esperando por ela. Mas seu coração teve medo. Afinal, Ele estava ali, esperando por ela.
— Não temas, amada minha. – sua voz penetrou em seu coração como uma flecha de dois cumes, e invadiu seu corpo que a fez estremecer e chorar. Ele comovido a envolveu em seu abraço, que ela correspondeu prontamente. — Estou aqui. – Ele sussurrou. — E jamais te deixarei.
Ela levantou seu rosto, para ter certeza que ainda era Ele. E sim, Ele estava ali abrandando as lágrimas teimosas que ela ainda deixava rolar em sua face, com toda sua força, e em seu coração ela podia sentir que não havia outro lugar para estar.
— Eu disse que voltaria para te buscar. – Ele sorriu, e provavelmente deveria estar se lembrando de quando fez essa promessa para todos aqueles, que assim como ela estavam ansiosos por tal abraço. — Meu amor sempre foi por você.
Ela se encolheu no abraço dele. E então notou como suas roupas estavam sujas.
Sangue, e pó. E manchas pretas.
Sentiu-se envergonhada, por que como poderia estar assim na frente Dele.
Uma gargalhada suave surgiu por todo ambiente. E ela corou. Mas foi não foi uma risada de maldade, mas sim de inocência. De amor e de compreensão.
Ele levantou o rosto dela, com as duas mãos, ela pode notar os pequenos furos que ainda estavam ali, brilhando e visíveis para ela ter toda a certeza que era Ele.
— Eu amo você, independente de suas roupas sujas. – Ele sorriu. — Por que o meu sangue te lavou, e não há mais nenhuma mancha em você. Meu amor te transformou e tirou todo o pó da falsidade e da mentira. Meu ser te conquistou para que um dia você pudesse estar aqui comigo, e um dia você aceitou que eu viesse viver com você e assim você se tornou uma nova criatura.
Ela sorriu para Ele.
Ela não podia acreditar, mas ali estava ela perto do Senhor, e Ele com todo seu amor, falava coisas mansas em seu coração. Ele deixou seu rosto descer de suas mãos, e ela voltou a olhar suas roupas, que agora estavam brancas e alvas mais que a própria neve.
Seu coração alegrou-se por estar realmente digna.
Ele pegou a mão dela, e fez um sinal para caminharem juntos pelo grande jardim.
Ela foi caminhando ao lado dele pelo vasto campo de flores, em silencio.
Não era preciso dizer nada. E até mais, o silêncio entre eles não era constrangedor e nem muito menos incomodo. Era agradável, manso e bom. Era bom estar assim com ele. Foi então que ele parou em frente a uma arvore.
— Preciso que você veja umas coisas – disse ele com sua voz seria, mas ao mesmo tempo amorosa e calorosa. — Veja as folhas que caem dessa árvore. Elas são a sua vida. – ela olhou assustada para Ele, e sua mão apertou levemente a dela dando um pouco de confiança para ela. — Aqui tem tudo que você fez. Tudo e Eu sei de tudo. – ele sorriu, ao ver que seu rosto estava um pouco preocupado. — Preciso te dizer, querida que amanhã, você não vai estar mais nesse campo. Mas antes que você possa ir comigo, precisamos retirar essas folhas podres e deixar apenas as verdes e limpas. Você me ajudaria?
Ela balançou a cabeça, e sorriu para Ele.
Havia tantas folhas ali.
Que de inicio ela pensou que jamais terminaria de retirá-las, mas Ele sorriu para ela encorajando a ela continuar. Assim que ela pegou em uma folha, seu corpo estremeceu a recordar-se do momento que ela estava entrando em sua sala de aula. Era uma lembrança.
Ela olhou para Ele, que apenas respondeu.
— Ótimo, você esta fazendo um bom trabalho, não desista.
Ela continuou a tirar as folhas podres e por fim terminaram.
Ela estava tão cansada, e precisava de um descanso.
Ele veio e sentou-se embaixo da arvore.
— Venha sente-se comigo. – Ele pediu.
Ela caminhou em direção a sua direção, e sentou. Ele abraçou-a, e ficaram ali por algum tempo novamente em silencio. Seus olhos estavam pesados e seu corpo estava ficando frio novamente. Mas em nenhum momento ela quis interromper seu instante com Ele.
— Sabe, – Ele disse. — à noite está quase indo embora. – ela olhou para ele sem entender, afinal ali estava tudo tão claro, e nítido, não parecia noite. — E eu assim nós também vamos embora. Você quer vir comigo? – Ele deu um sorriso lindo.
Ela novamente balançou a cabeça em afirmação. Só que ela não estava mais conseguindo se levantar. Ele a pegou no colo, e continuou a caminhar. Seus olhos estavam se fechando lentamente por mais que ela tentasse mantê-los aberto. E por fim ela adormeceu nos braços Dele.
Seu pensamento foi que “amanha, ela estaria ao encontro do Pai”. E que nada e nem ninguém poderia mudar isso.
Ele continuou a levá-la em seus braços, para além do campo de flores, deixando a arvore da vida dela, linda e bela. Sem folhas pretas, apenas verdes. Balançando com a leve brisa do campo.
Eis que estou à porta, e bato;
se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta,
entrarei em sua casa,
e com ele cearei, e ele comigo.
Apc. 3.20
se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta,
entrarei em sua casa,
e com ele cearei, e ele comigo.
Apc. 3.20
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